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 Ladies


    Seguidores todos somos, aprendizes também
    Pecados todos temos, espírito santo, amém
    Leis violadas,privilégios,cárcere,não nos detêm
    Ainda que possamos nos defender da mesma maneira
    Do sapato, ao tênis
    Afinal, foi Deus quem nos deu o pênis

    Somos gatos,cachorros,jumentos,humanos
    Somos gratos,fatos,mentiras ou verdades
    Somos nada, perante ás suas infinidades
    Perdoem-nos, porém, não se isentem de culpa

    Certamente nossos erros dispensam qualquer tipo de lupa
    Mas somos méros reféns da inferioridade cerebral
    Somos artistas cujas obras perambulam vivas e sedutoras pela rua
    Somos carne e musculo erguendo-se perante a delicadeza fértil

    Nossa massa pensante é capaz de encenar cortesias
    Forjar burguesias, enganar até mesmo, representantes mais velhos
    Ao pedir permissão, ao respeitar em demasia
    Méro pacto biológico, de quem será ansião, e terá uma filha, um dia
   
    Não se sintam insultadas, pois dependemos de sua inteligência
    Jamais desrespeitadas, pois todos nós, saímos de suas semelhantes
    Não me acusem de machismo, pois este, de fato, não existe
    Mulher feliz é sempre bonita, só fica feia, quando é triste

    Se quiserem nossas cabeças, as tenham, sem duplo sentido
    Nos manipulem por estilo, jeito, dor, partido
    Só não esqueçam que o noturno ainda pode ser o bom
    Forjando em ouro anéis de saturno, ainda sentimos falta daquela casa neon.
   
   
 

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Dubiamente Ambíguo


Hoje acordei do avesso e do avesso me acordaram os quero-queros e de querer querer me perguntei ué ué, o que que acabou de acontecer? De um tanto complicado, entendido me farei sem redemoinhos, quem dera. Poderia estar escrevendo sobre os que muito me orgulham (bondes) que se enfrentaram ontem no nosso amado parque farroupilha. Minha manchete seria “Crianças conseguem chamar atenção baleando garoto na cabeça”, minha metade – partida  – pensaria,  de todo mal não foi, menos um vagabundo no mundo. Mas não estou aqui pela moral, princípios, piolhos ou fraldas. Pra ser mais sincero, não quero. Perdi as forças por hoje, só hoje. A questão me questiona desde que acordei e cá estou, dubiamente ambíguo. Fumo um cigarro e acabo com o jejum de dois meses, claro que não. Isso não chega a ser uma opção, é apenas um quero quero passageiro.


A verdade é que acordei a flor da pele. Miosótis, talvez gérbera, de pétala sensível e espinhos peçonhentos. A rosa, é, a rosa.  Que conhecidência  fervoroza. Eu amo ela, estou apaixonado e tudo é tão efêmero que de tanto mais, mais a flor da pele me sinto. O quão esquisitas as relações humanas, que não se pode dizer nada além da mais pura verdade ardente. Aquela vontade de viver viajando me consumiu de uma forma incrível nesses últimos dias. Viajar de ônibus, um notebook  e só. Viver conhendo os lugares e as pessoas, entender as relações no seu limiar, o motivo da tendência de fazer sempre o que é errado e escrever até os dedos calejarem. O que significaria, dependendo do ponto de vista e da vista em pranto, tornar insensível o sensível, de tanto da sua função se valer. Um dia sem perda nem ganhos. Que saudades que eu sinto de nunca ter te conhecido.

"J40"

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Sobre Levantar Bandeiras



Dia 25/01/10, 17 horas e 41 minutos, do alto da primeira construção em forma de viaduto de Porto Alegre uma marcha marcha em direção e sentido – no mínimo – controversos. Uma pomba se esguicha no canto direito do meu antigo ombro esquerdo e mergulha sinuosa pousando torto na primeira árvore abaixo da “pequena ponte” da Rua Borges de Medeiros. Acima do viaduto há pessoas de todos os tipos e abaixo dele, indivíduos carregando ideologias descentralizadas (assim como o próprio fórum – descentralizado) e vagalumeando para o gasômetro.

A comitiva pomposa trazia consigo manifestantes de todos escalões: homossexuais e representantes do movimento negro levantando bandeiras, novos hippies levantando bandeiras, sindicalistas e ambientalistas levantando bandeiras e até mesmo punks contra a marcha – na própria marcha – levantando bandeiras e pedindo pela “liberdade de pensamento”, o que parece por demais engraçado e triste de sua própria graça

Pensei eu mesmo criar a “contra contra-marcha” e esperar sentado pelo que viriam a dizer os anárquicos bagunceiros. Pensei também vestir uma camiseta defendendo os “heterossexuais”. Seria justo, visto que todo tem o direito de tomar partido. Veja bem, o que de mais problemático existe atualmente – e já faz uma boa década -  , o que mais preocupante é, justamente diz respeito a essa liberdade excessiva e exacerbada na qual todos tem direitos de fazer o que bem entendem e o que bem julgam por certo. E todos andam por aí o fazendo sem pensar e sem ter a responsabilidade necessária que pressupõe a liberdade desejada.

Vejam bem, todos têm direitos, no entanto, deveres ninguém mais tem algum. É claramente uma sociedade de malandros. Malandros que descobriram na reclamação uma forma de nada ter que contribuir e se valem dela para nada fazer na construção de conhecimento, de moral e princípios, de soluções de problemas e proposições para um futuro mais humanitário dentro deste ou do sistema que for. Veja bem, não sou e nunca fui contra o FSM, muito pelo contrário, é de toda pertinência e de suma importância social a despeito dos resultados serem demasiado acanhados.

A questão é a seguinte; o direito à liberdade de opinar em favor ou contra uma ideologia preconcebida assume, no mesmo instante no qual é tirado o proveito, um contrato moral de responsabilidade. Para clarear; ambientalistas distribuindo panfletos e folders, enquanto isso o lixeiro acompanha a marcha catando impressos que são jogados ao chão é falta de responsabilidade moral com o idealismo que está sendo defendido. Sindicalistas pedindo aumento de salário e menor carga de trabalho ao mesmo tempo em que congestionam a avenida onde demais trabalhadores esperam por seu transporte é falta de responsabilidade moral com o idealismo que está sendo defendido. Homossexuais aparecem defendendo seus direitos com aquela bandeira colorida e, são tantos, e estão por toda parte. Penso que tardei a defender meus direitos de heterossexual, será que ainda tenho algum? Enquanto isso a Dilma aproveitava para conquistar votos atendendo carinhosamente ao telefone à filha de sindicalistas, claro, pois, segurar crianças no colo já seria por demais manjado.

A despeito da frivolidade de alguns grupos de pessoas e sua característica falta de análise e responsabilidade sobre seus atos como grupo e mesmo individualmente, devemos aproveitar a oportunidade para sim, dizer algo que realmente valha a pena. Aproveitar a oportunidade para, através do pensamento e reflexão profundos, aprimorar ideologias e construir conhecimento.

"J40"

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 Surrealismo à francesa

 Há mais winchesters no Texas do que julgam os cidadãos do Mississipi
 Louisianos afirmavam peremptoriamente:
 “O que matou Al Capone não foi um rifle,
 e sim Freud com sua mania de subconsciente”.

 Subconsciente que desembocou em dinheiro
 Texano no México não é estrangeiro
 Mexicano no Texas, é americano com óleo
 Se forem falar em terrenos, que não sejam os de petróleo

 Se me falarem em petróleo
 Não me venham com o Pré-sal
 A winchester que matou Al Capone
 Matou mais de mil, no Senegal

 O preto da tinta, o vermelho sanguíneo
 O pesadelo africano, eterno ou contínuo?
 Contingente humano
 Contingente descontínuo.

 Em um continente de cores, se multiplica o Vietnã
 Sem ideais de amores, não há quem salve o bom vivã
 Diamantes e dedos, pescoções, cds
 Artesanato grego, em um degrade de lsd

 Degradando - a guerra - o bom vivã não viveu
 De cunho vernáculo morreu também o vocábulo
 De verbetes difíceis, há relinchos de estábulo
 De coices ambíguos o verbo se vai pelo ralo.

 "J40" & "Z"

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   Monólogos pluralizados


   "Um cigarro por favor!",diria o homem em um momento cheio
   "Um dry-maritini",diria o homem em um momento único
   "É só pra você",diria o homem em busca de reparo
   "Você aceita?",diria o homem em um momento caro

   "Um cigarro por favor!",ouviria a mulher em um momento solo
   "Um dry-martini",ouviria a mulher em um momento simples
   "É só pra você",ouviria a mulher em um momento raro
   "Você aceita?",ouviria a mulher quase em um disparo

   "Um cigarro por favor!",diria o poeta em um momento par
   "Um dry-martini",diria o poeta em um mommento ímpar
   "É só pra você",diria o poeta em um momento feio
   "Você aceita?",diria o poeta com qualquer sinal de anseio

   "Um cigarro por favor!",ouviria a musa em um momento sólido
   "Um dry-martini",ouviria a musa em um momento liquido
   "É só pra você",ouviria a musa na segunda-feira
   "Você aceita?",ouviria a musa de qualquer maneira

   "Z"

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    Silencio no canil


    Bela madame,sua classe é de nivel tão absoluto
    Que minha mais bela frase,por si só,nasce de luto
    Meu mais sincero artigo de luxo,se mostra méro tributo
    Quem dera eu,nao ser tão eu,por um instante
    Para mostrar-me mais que um cortesã galante
    Para atirar-me em meio ao seu caminho,
    Como um ingenuo gavião que caiu do ninho

    Bela madame,quem dera eu pudesse transcrever seus movimentos
    Quem dera eu,nao pecar,ao descrever o seu talento
    
    Oh senhor! Porque ao me fazeres menino,me deste esse ar canino?
    Oh senhor! Porque a luz da lua,me torno cão,com um gesto repentino?
    Oh senhor! Seria ser homem,um vexame? Na frente da bela e imponente madame?

    Se meus "melogramáticos",ja em seus termos,aprontam estragos
    O que diria ela ao me ouvir,sentado de trago
    Dizendo-me culto,honesto e humilde
    Sendo quase um insulto a dama que progride

    Bela madame,quem dera eu pudesse,apenas retribuir seu silencio
    Com o seu ar de esquece,esquecer-me de seu senso
    Absorver pela epiderme,um feminismo em vinil,tão intenso
    Pois machismo se perde,silenciando o canil,e tornando-o imenso.

    'Z'

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 Sincero desacato à sinceridade


  Verdades nao precisam ser ditas desde que sejam compreendidas
  Não precisam ser compreendidas desde que sejam recíprocas
  Não precisam ser recíprocas desde que sejam realidades
  Não precisam ser realidades desde que sejam sentidas
  Em qualquer plano,mental ou fisico
  De qualquer jeito,as vezes provocam a positividade
  As vezes desembocam em negatividades
  Com isso,verdades nem sempre são verdades literais
  Verdades podem ser distorcidas ou modificadas
  Podem,mesmo em sua forma pura,nao resultar em nada
  Podem ser criadas para incriminar o assassino q nao deixou pistas
  Podem ser compradas e vendidas,pelos que a criam e pelos que a omitem
  Para ser bem sincero,verdades nao existem.

  Verdades são pontos de vista nada imparciais
  São conceitos criados sobre fatos realizados
  São muitas vezes mentiras disfarçadas
  Ações maquiadas ou nao realizadas
  São oportunidades bem aproveitadas
  São aquelas que mantem o nada em movimento
  E o tudo em questionamento
  Que direcionam sua vida
  Ou que mostram seu talento
  Verdades verdadeiras,são um experimento
  Uma forma de alento ou de tormento
  Um documento,um méro argumento.

  'z'